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#149 - Convida: Juliana Lima Vasconcellos
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#Edição 149

Entre Brasil e Europa, Juliana Lima Vasconcellos é uma arquiteta e designer que vem se destacando como um dos grandes talentos de sua geração. Formada pela UFMG em Belo Horizonte, ela comanda seu próprio estúdio onde cria interiores personalizados, projetos de arquitetura e móveis de design que parecem obras de arte. O trabalho de Juliana já rodou o mundo em revistas famosas e suas peças fazem parte de coleções permanentes em museus como o Museum of Arts and Design de Nova York e o Museu da Cadeira Brasileira. Ela também já mostrou suas criações em eventos badalados como Milan Design Week, PAD London, Los Angeles Design Festival e feiras de arte no Brasil como ARTRIO e SP-Arte. A Elle Decor dos EUA já colocou Juliana três vezes na sua lista dos 101 melhores profissionais de arquitetura e design. E não é à toa que a AD Itália escreveu em 2023: "Juliana Vasconcellos é uma das arquitetas mais importantes do momento, levando o 'made in Brazil' para o mundo..."
A última coisa que eu comprei e amei
Comprei um tecido de seda em uma loja local no Sri Lanka em Janeiro que amei. Não sei ainda o que vou fazer com ele. Foi minha única compra nas ferias. Eu não sou de comprar muito não
Meu ícone de design

Oscar Niemeyer. Para mim, o maior gênio da arquitetura. Ele trouxe leveza ao concreto e me inspira a buscar fluidez nos meus projetos.
Meu essencial de beleza
Uma boa noite de sono, alimentação saudável e cuidados com a pele são o que me mantém equilibrada.
Vem conhecer um pouquinho mais do nosso guia físico do Rio de Janeiro em parceria com a Olive You!
Eu tenho uma coleção…
De amigos. Pessoas que encontro pelo mundo e que influenciam minha vida e trabalho. Sou uma pessoa que valorizo muito a conexão humana e boas conversas.
A maior diferença entre eu hoje e 10 anos atrás
Hoje confio mais na minha intuição e menos nas expectativas externas. Aprendi a ouvir minha voz criativa.
Projetos que estou apaixonada agora
Uma linha de luminárias em bronze e um pavilhão para a Lavazza na próxima Milan Design Week. Dois desafios que unem inovação e narrativa. A instalação, que chamei de "Source of Pleasure", estará localizada no deslumbrante pátio do Palazzo del Senato, no coração do distrito conhecido por suas experiências imersivas. Nela, convido os visitantes a embarcar comigo em uma jornada multissensorial pelo mundo do café, explorando aromas, texturas e sensações que contam a história desta bebida tão especial.

Meu spot favorito em Paris
O jardim do Musée Rodin. Arte, arquitetura e natureza se encontram ali.

Na minha geladeira você sempre encontrará
Ovos e frutas. comida fresca. Tento não comer quase nada industrializado.

Descobri recentemente…
O arquiteto Geoffrey Bawa numa viagem recente ao Sri Lanka. Dediquei metade do tempo a explorar suas obras e o mais engraçado é que ao longo da viagem, encontrei várias pessoas com o mesmo objetivo. Em Lunuganga Estate, vi jardins, o clássico italiano misturado ao colonial inglês e o tropicalismo local. Uma combinação extremamente elegante e simples.

Meu cômodo favorito da casa
A sala de estar. Lá estão meu conjunto preferido do Tenreiro e obras de arte que colecionei ao longo dos anos. Cada peça reflete um momento da minha história. É uma harmonia perfeita para mim de luz e texturas.

O único artista cujo trabalho eu colecionaria seu eu pudesse…
A lista seria infinita. Mas tenho uma queda pelos minimalistas americanos… James Turrel, Dan Flavin. Suas instalações com luz e cores têm força e pureza, transformam o intangível em algo muito forte.

Dan Flavin, Untitled (to Don Judd, colorist) 1-5, 1987
Uma viagem que trouxe referência para meu trabalho
O Japão, no ano passado. A simplicidade dos espaços, o respeito pelos materiais e o equilíbrio entre modernidade e tradição me surpreendeu.
Um arquiteto que vale a pena conhecer
Angelo Bucci. Seu trabalho tem precisão e conexão com o contexto urbano.

Meu prédio favorito
O Museu de Arte Contemporânea de Niterói, do Niemeyer. A forma sobre a paisagem e o mar ao fundo é poético.

Quando eu preciso me sentir inspirada…
Vou para a natureza. Caminhada no mato ou olhar o mar — as formas e cores me renovam. Me sinto mais conectada.
O melhor conselho que já recebi
"Escute mais do que fale." Este conselho que recebi no início da minha carreira sempre me guiou. Entender profundamente quem vai habitar os espaços que crio enriquece o repertório do meu trabalho.
Um objeto vintage que tenho e adoro
Vários, na verdade. No meu apartamento, 80-90% dos móveis são vintage. O sofá curvo do Tenreiro é o que mais gosto. Vai comigo aonde eu for.

A peça de design que mais me orgulho te ter criado
A cadeira Girafa, adquirida pelo MAD Museum em Nova York. Reflete minha paixão por formas orgânicas e materiais nobres.

Uma habilidade que todo designer deveria desenvolver
Observar. Design vem de perceber o que está ao redor — texturas, pessoas, espaços. É onde nascem as ideias.
Uma mudança que gostaria de ver no mundo
Menos rivalidades políticas e religiosas. Se todos reconhecessem que enxergam o mundo através de suas próprias lentes, sem reivindicar uma verdade absoluta, haveria mais tolerância e paz.
Meu app favorito
Pinterest. Um arquivo de referências visuais para organizar ideias e explorar direções.

Os melhores souvenirs que trouxe para casa
Uma moldura de espelho de ferro de Marrakech, de 2000, que está pendurado no lavabo da casa da minha mãe, e uma tapeçaria com bordados do Laos, no quarto do meu filho. Geralmente não compro souvenirs, mas esses eu realmente me apaixonei.
Um filme que vale a pena assistir
“O Franco Atirador”, de Michael Cimino, 1980. Uma narrativa que prende e deixa marcas.

O projeto dos sonhos que ainda quero realizar
Uma casa para mim, de preferência na natureza. Se tiver um lago, melhor ainda. Ainda não morei em uma casa projetada do zero. Seria um sonho.
A memória de infância que influência meu design
O contato com a natureza nos fins de semana em Minas Gerais. Riachos, cachoeiras, trilhas — isso guia minhas formas e escolhas.
O melhor livro que li ano passado
“Women in Design”, de Charlotte Fiell. Celebra vozes femininas no design e me fez refletir sobre meu caminho.

O erro de design mais comum
Tendências sem propósito. Vejo espaços cheios de modismos que não refletem quem vive ali. Design precisa ter personalidade.
Minha combinação de cores favorita para espaços
No momento, estou numa fase de marrom e azul acinzentado. Também tenho adorado tons de vinho e vermelho terroso fechado. Acho que essas cores têm um ar chic que me encanta.

Como o Brasil se manifesta em minhas criações
Nos materiais — madeira, pedra, fibras naturais — e na busca por uma estética simples inspirada no modernismo. O Brasil está na luz e nas cores.
Um objeto cotidiano que gostaria de redesenhar

A chaleira. Poderia ser mais leve e funcional, com um toque escultural.
Uma tendência de design que espero que desapareça
Mármore falso. Prefiro materiais verdadeiros, com suas imperfeições, do que imitações sem história.


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